A vida “quase” cor-de-rosa de Edith Piaf Novembro 12, 2007
Posted by milenecristina in arte, cinema, crônica, cultura, letras, milene.trackback
Leia minha coluna deste mês sobre o filme de Olivier Dahan

Edith Giovanna Gassion ou simplesmente Edith Piaf – um dos maiores ícones da canção francesa - nasceu em 19 de Dezembro de 1915 em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa.. Filha de artistas (sua mãe cantava nas ruas de Paris e seu pai era contorcionista de circo), teve uma infância conturbada. Foi abandonada pela mãe e seu pai a levou para ser criada por sua avó paterna em um bordel, o que fez com que tivesse contato com prostitutas e seus clientes, o que ocasionou um profundo impacto em sua personalidade e visão sobre a vida.. Em 1929, seu pai retorna da guerra e a leva consigo para trabalhar no circo.
Piaf passou por sérios problemas de saúde durante a infância. Aos 8 anos, perdeu temporariamente a visão por conta de uma ceratite e também sofria de raquitismo.A pobreza ,os maus tratos e a vida difícil que teve não a impediram de lutar por sua sobrevivência. Aos 17 anos, já cantava nas ruas de Paris, quando em 1935 conhece Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny’s situado na avenida Champs Élysées em Paris. Foi ele quem a iniciou na carreira artística dando-lhe o nome de “La Môme” e depois “Piaf” que significa pequeno pardal na gíria francesa:daí por diante, Edith Paif começa a despontar para o estrelato em uma carreira brilhante de muito sucesso.
O trabalho e a voz de Edith Piaf eram reverenciados no mundo todo, de Charles Chaplin a Marlene Dietrich, mas sua vida pessoal era ainda rodeada de problemas, muitos, trazidos da infância e cheia de desilusões, porém com muitas paixões.

Muitos livros e filmes foram feitos a respeito de sua vida e carreira como Edith et Marcel (1983) de Claude Lelouch, mas nada se compara ao impactante filme de Olivier Dahan que estreou este ano nos cinemas do mundo todo ( aqui no Brasil, com o título de “Piaf – Um Hino ao Amor”).
O filme conta a vida e carreira da cantora francesa lançando mão do tempo psicológico com riqueza de detalhes e excelente pesquisa sobre os fatos. O diretor usou de muita sensibilidade e sutileza ao contar alguns fatos marcantes de Piaf como a dependência química (o alcolismo e as drogas) ,despertando a percepção do espectador. A “Piaf” de Dahan é frágil e ao mesmo tempo tem personalidade forte. A atriz Marion Cotillard a representa com a grandiosidade e a magnitude de uma cantora que, apesar de sua baixa estatura, crescia nos palcos com sua grande voz. Marion Cotillard interpreta fielmente os gestos de Piaf enquanto “dubla” sua voz já que a voz de Piaf é incomparável – um grande acerto por parte do diretor.
A linguagem usada por Dahan nos diálogos ,nas imagens e na maneira de como a história é contada , faz com o público sofra, ria e chore com Piaf. A trilha sonora é muito rica e tão sensível quanto o roteiro do filme – uma parte das músicas foi remasterizada dos originais de Piaf, há também músicas instrumentais compostas especialmente para o filme e gravações de algumas canções do início de carreira da cantora interpretadas por Jill Aigrot.
O filme mostra que, apesar da genialidade e do sucesso que ela obteve, a falta de estrutura de vida e da consolidação dos valores, principalmente durante a infância, são responsáveis pela sua auto-destruição que leva à sua morte prematura (Piaf morreu em 10 de Outubro de 1963 ,aos 48 anos)
É praticamnete impossível sair do cinema sem sentir-se envolvido pela emoção do enredo.
“Piaf – Um Hino ao Amor” é uma delicado homenagem feita por Olivier Dahan aos 44 anos de morte de Edith Piaf – praticamente uma obra de arte.

































































gostaria de saber onde encontar o livro da vida da cantora Edith Piaf, assisti ao filme e fiquei impressionado com a vida dela.
Ja assisti 3 ( três) vzs o filme e continuo chocado. Não me conformo como uma pessoa pode se auto destruir assim . Sou fã da Edith Piaf a pelo menos trinta anos.